Hitchcock foi um mestre não só do suspense mas da arte de contar histórias. Ele se preocupava em não aborrecer a sua audiência e, por isso, tem muito a nos ensinar sobre como não aborrecer nossos leitores evitando, assim, que larguem o livro antes do fim.
Ele costumava dizer que “drama é a vida sem as partes chatas.” E, com isso, ele sabia exatamente como nos tirar da nossa zona de conforto. Trazendo para a criação literária, isso significaria que você deve evitar páginas de história pregressa e descrições intermináveis. Evite escrever parágrafos bonitos para impressionar os leitores. Cada parágrafo deve ter um propósito específico que faz a história evoluir.
Cada frase que não move a história está afastando os leitores. “Sempre faça o público sofrer o máximo possível” era outro de seus ensinamentos. Os leitores querem finais felizes, mas os personagens precisam merecê-los. Bons escritores colocam seus personagens no inferno. Para que isso funcione, precisamos criar personagens empáticos com os quais o leitor se identifique. Os leitores gostam de vivenciar essa experiência catártica com eles.
Sentimos o horror implacável vivenciado por uma jovem socialite em “Os Pássaros”. Curiosidade: Nos créditos do filme, consta que a história é baseada no conto “Os Pássaros”, de Daphne du Marier, escritora que o mestre do suspense já havia adaptado antes. Quase trinta anos após seu lançamento, o romance de Frank Baker ganharia repercussão quando o autor ameaçou processar Hitchcock e Daphne Du Maurier por plágio. Outro filme de Hitchcock, “Psicose”, onde uma jovem acaba fugindo e encontra um fim horrível e sangrento no Motel Bates. O filme foi inspirado no livro Psicose, de Robert Bloch. Uma história curiosa, segundo o site da Darkside, que publicou o livro depois de 50 anos sem uma edição no Brasil, é que Alfred Hitchcock adquiriu anonimamente os direitos do livro e depois comprou todas as cópias disponíveis no mercado para que ninguém o lesse e, consequentemente, ele conseguisse manter a surpresa do final do filme.

Em “Um Corpo que Cai” nos solidarizamos com um detetive atormentado pela tragédia e seu medo de altura. Sofremos com os personagens de Hitchcock. Outra fala de Hitchcock: “Quanto mais bem-sucedido for o vilão, mais bem-sucedido será o filme.” Crie antagonistas complexos que sejam os heróis de suas próprias histórias. Eles não precisam ser malignos. Eles precisam ter um objetivo narrativo crível que se oponha ao do protagonista. “Não consigo ler ficção sem visualizar cada cena. O resultado é que se torna uma série de imagens em vez de um livro”. declarou Hitchcok certa vez.

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