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Há quem diga que o blog morreu, você já deve ter ouvido isso por aí. Em tempos de redes sociais, qual a razão de manter um blog? Essa é a pergunta que costuma acompanhar as fatídicas sentenças de morte da conhecida mídia. Mas, ao contrário do que muitos querem fazer acreditar, o blog está mais vivo do que nunca – e se você é um autor, então é bom ir se acostumando pois ele se tornará seu melhor amigo.

blog é o melhor amigo do autor

Já falei sobre o quão importante é a plataforma do autor, e toda plataforma começa com um blog. Mas eu já tenho um site, você pode argumentar, então não preciso de um blog. Um site é, por natureza, estático. Ali você coloca informações sobre sua carreira e seus trabalhos, além de fornecer dados para contato, mas a atualização acontece muito esporadicamente. Dificilmente os leitores retornarão a ele com regularidade.

Já um blog tem como princípio a atualização constante – e é isso que atrai os leitores. Ainda não está convencido? Então veja abaixo alguns bons motivos pelos quais, se você é um autor, deve ter um blog.

Entenda a importância do blog para o autor

  • O blog é a base da sua plataforma, a sua casa. Ali, quem manda é você. Você pode ter perfil em redes como Facebook, Twitter, Google+, Pinterest, Instagram ou outra qualquer, mas aquele espaço não é seu. Você segue as regras estabelecidas e, caso as infrinja, pode até mesmo ser penalizado de alguma forma. E se de uma hora para hora resolverem acabar com determinada rede? Não haverá nada que você possa fazer a respeito. Já o blog é seu, é você quem dita as regras ali. E ele só acabará se você quiser que acabe.
  • O blog é um repositório de informações a seu respeito. É ali que seus leitores irão buscar informações atualizadas sobre você e seus projetos. É onde, também, você registra tudo o que sai na mídia a seu respeito. É para o blog que você encaminha todo o tráfego gerado por outras plataformas, como Facebook e Twitter.
  • No blog você pode praticar a sua escrita. Nada como o compromisso de ter de estruturar com regularidade textos curtos que façam sentido para aperfeiçoar a habilidade de construir histórias.
  • É no blog que você vai construir a sua comunidade de leitores. Se você souber estimular a troca de ideias, a conversa, terá um ambiente onde será possível sempre encontrar pessoas interessadas no que você tem a dizer.
  • Outro importante papel do blog é criar relações com outros autores, já que ali eles poderão conhecê-lo melhor. Não se vive só, nem mesmo na literatura. É importante encontrar os pares, trocar ideias e apoiar-se mutuamente.
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Como pode ver, ter um blog é essencial se você quer construir um ambiente onde as pessoas lhe encontrem, saibam mais sobre seu trabalho, possam entrar em contato com você e com outros leitores de sua obra, trocar ideias e contribuir. Em outras palavras, construir uma comunidade. Eis porque o blog é o melhor amigo do autor.

Isso não significa que manter um blog seja uma tarefa fácil. Exige disciplina e comprometimento, já que criamos expectativas que devem ser atendidas. Em compensação, estaremos construindo uma base sólida para a nossa plataforma, a partir da qual outras tantas ferramentas poderão ser conectadas.

E você, tem um blog? Conte um pouco sobre a sua experiência.

Por que o blog é o melhor amigo do autor?

Escritora, crítica literária, jornalista e professora universitária. Trabalha com criação de textos e preparação de originais. Desenvolve cursos e palestras na área de Criação Literária e Escrita Criativa.

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4 ideias sobre “Por que o blog é o melhor amigo do autor?

  • 14/08/2014 em 13:04
    Permalink

    Eu tenho um blog! =D
    Bastante amador, com baixíssima visitação, mas a obrigação que me impus, de publicar um texto por dia, tem sido cumprida. Há 60 dias.
    Tarefa trabalhosa, mas é bom ter desafios.
    Pretendo aperfeiçoá-lo continuamente implementando mais recursos, melhorando a aparência, trabalhando na sua divulgação e produzindo material melhor. Aí entra o velho problema do tempo, mas o importante é ir construindo sempre.
    Ou seja, funciona como um exercício contínuo. Quem sabe um dia eu não reúna um certo número de posts para compor um livro? 😉
    Obrigada, Ronize 🙂

    Resposta
    • 21/08/2014 em 11:55
      Permalink

      Olá, Zulmira.

      Que legal! É isso mesmo, blogar dá trabalho, toma tempo, mas com dedicação o resultado vem.
      Boa sorte com o seu blog e apareça sempre por aqui.

      Abraços,
      Ronize Aline

      Resposta
  • 14/08/2014 em 18:19
    Permalink

    Pois é, Ronize, mesmo que tenha sido intuitivamente, há quase dois anos mantenho o meu blog Feitiços do Bem, e é lá que me sinto “em casa” para escrever meus textos e começar a disciplinar minhas ideias. Diga-se de passagem tem sido um exercício maravilhoso.

    Resposta
  • 16/08/2014 em 11:32
    Permalink

    Um dia alguém me perguntou: – por que você escreve? Até esse momento nunca havia me questionado sobre o meu encantamento pelas letras. Sabia, apenas, que gostava de manuseá-las de maneira lúdica desde a mais tenra idade. Com elas eu formava palavras e tecia sonhos. Um dia, nasceu este texto abaixo e eu entendi o porquê de gostar tanto de escrever. Mantenho um compromisso comigo mesma, desde 2007, de alimentar o meu blog com pelo menos um texto por mês.

    Por que escrevo?

    Escrevo porque chove saudades no terreno das minhas lembranças e na escrita eu deságuo as minhas urgências, curo velhas feridas e engano o relógio das horas trazendo o passado para brincar de aqui e agora…

    Gosto de ter as mãos cheias de letras e com elas, uma a uma, construir matéria de sonhos. Encanta-me o fato de poder manusear o alfabeto e com ele fazer escolhas de maneira lúdica. Não tenho, porém, a menor intimidade com as palavras, pois quando ouso falar elas me atropelam com a sua velocidade, distanciando-me das pausas e dos silêncios. Por isso, escrevo! Quem sabe, um recurso para disfarçar a minha timidez?!

    Costumo dizer que no calçadão da minha memória há sempre uma saudade de prontidão à espreita de que a linguagem da emoção faça barulho dentro de mim e que, nessa hora, o sal das minhas lágrimas aumente o brilho do meu olhar e uma inquietação ponha em desalinho o baú de onde emergem as minhas lembranças, para que eu possa, finalmente, render-me à folha de papel em branco.

    Há quem me acuse de saudosista e de viver no passado. Cobram-me até por vocábulos que se tornaram obsoletos e que eu os pronuncio. Dizem ser por absoluta incapacidade de abrir mão do que ficou pra trás. Não sei se isso é fato, o que sei é que ando sentindo falta de tanta coisa, que só brincando com as palavras consigo trazer para perto de mim, um pouco do muito que perdi para esse admirável mundo novo…

    Resposta

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