Blog do Conexão Autor com Ronize Aline

21

out, 2013

Conheça os personagens básicos do romance

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Conheça os personagens básicos do romance.

Assim como na vida real, o que move um romance são seus personagens. Histórias são sobre pessoas. São elas, suas vidas, escolhas, erros e acertos que nos interessam. Gostamos de nos identificar com elas, suas dores, suas vitórias. Ou não, preferimos nos distanciar daquele estereótipo. Mas sempre é sobre pessoas. Já dissemos aqui que, quanto mais próximo de pessoas reais, mais chances um personagem tem de arrebatar o leitor. E por mais próximo entenda-se mais aprofundado, cheio de bons e maus momentos, dúvidas e até mesmo inconsistências. Neste artigo iremos tratar dos personagens básicos na construção de um enredo.

Conheça os personagens básicos

Com o romance moderno, e depois o pós-moderno, o contemporâneo e por aí vai, a estrutura narrativa incorporou variações de linguagem, elementos e ritmo, entre outros. No entanto, há uma grade de personagens básicos próprios ao romance clássico que, ainda hoje, é utilizada com ótimos resultados na criação literária. A partir dessa grade é possível fazer combinações, adicionar ou subtrair personagens de acordo com o efeito narrativo que se pretende obter. Veja abaixo quais são esses personagens e que função cada um deles representa.

Protagonista:
É o personagem mais importante da obra, no qual a história gira em torno dele. É o personagem mais bem desenvolvido na história. Ele é o centro nervoso da trama que sustenta o eixo narrativo. Todos os eventos, personagens e elementos da história giram ao seu redor. Geralmente é o herói e alguns casos pode existir mais de um.
Ex: Dorothy, de O mágico de Oz.

Dorothy, personagens básicos de Oz

Dorothy, de “O mágico de Oz”, na versão cinematográfica

Co-protagonista:
É o personagem de segunda maior importância da obra. Geralmente é a pessoa que ajuda o herói e alguns casos pode existir mais de um.
Ex: Grilo Falante, do livro Pinóquio, e as Fadas Madrinhas, de A Bela Adormecida.

Antagonista:
É o personagem que rivaliza o protagonista, quase sempre batalha com o mesmo no final da obra. Geralmente é o vilão, em alguns casos pode existir mais de um. No entanto, o antagonista não precisa ser necessariamente uma pessoa, podendo ser um objeto, um animal ou um fato que dificulte os objetivos do protagonista (como a situação financeira do mesmo, problemas culturais e/ou sociais, deficiências físicas e/ou psicológicas etc.). Ele traz ou representa uma ameaça, obstáculo, dificuldade ou impedimento ao que o protagonista deseja conquistar.
Ex: Madrasta Má, de Branca de Neve.

Oponente:
É o personagem que ajuda o antagonista. Da mesma forma que o co-protagonista em relação ao protagonista, é geralmente amigo ou parente do antagonista principal, embora às vezes trabalhe o sirva para o mesmo.
Ex: Saruman, de O Senhor dos Anéis.

Coadjuvante:
É um personagem secundário, que exerce outra função na história, podendo ser ou não relacionado com a história principal. A importância dele pode variar dependente da obra.
Ex: Chapeleiro Maluco, de Alice no País das Maravilhas.

Chapeleiro Maluco, personagens básicos de Alice

Chapeleiro Maluco, de “Alice”, em versão cinematográfica

Figurante:
É um personagem que não é fundamental para o trama principal, não tem relação com o enredo ou nenhum dos personagens. São usados apenas para compor um cenário.
Ex: Vários alunos da série Harry Potter.

Anti-herói:
É o personagem principal do livro, mas que não é o herói do livro, geralmente esse personagem faz muitas coisas que os mocinhos não fariam, mas mesmo assim o leitor torce para que ele saia ileso das confusões.
Ex: Macunaíma, do romance Macunaíma.

Quanto à existência, os personagens podem ser:

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Real ou histórico – personagem que existiu de fato e que o autor tenta reproduzir com um certo grau de fidelidade. Costuma ser utilizado em obras históricas ou jornalísticas.
Ex: Assis Chateubriand, do livro Chatô, o rei do Brasil, de Fernando Morais.

Fictício ou ficcional – personagem que não existiu na vida real, tendo saído da imaginação do autor. Pode, no entanto, ser inspirado em pessoas reais. Vivem histórias que poderiam acontecer com pessoas comuns.
Ex: Dona Benta, das histórias do Sítio do Pica Pau Amarelo, de Monteiro Lobato

dona benta, personagens básicos do sítio

Dona Benta com Narizinho e Emília na nova versão do Sítio

Real-ficcional – personagem real mas com personalidade fictícia, que é desenvolvida pelo autor para atender ao enredo da melhor forma.
Ex: Bento Gonçalves, do romance A casa das sete mulheres, de Letícia Wierchowzki.

Ficcional-ficcional – personagem totalmente ficcional, com características físicas e psicológicas só possíveis no reino da ficção. Personagem comum nos romances de terror, fantasia e ficção científica.
Ex: Frankstein, do romance de Frankstein, de Mary Shelley

Conte pra gente qual o seu protagonista e qual o seu antagonista preferidos.

Escritora, crítica literária, jornalista e professora universitária. Trabalha com criação de textos e preparação de originais. Desenvolve cursos e palestras na área de Criação Literária e Escrita Criativa.

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